Meus Queridos Blogonoveleiros, minhas queridas Blogonoveleiras Antecipadamente agradeço os mais esfrangalhados e honestos louvores com que me granjearam pelo primário episódio desta blogonovela, o chamado episódio piloto (senta Piloto!!!!).
Os que não se esfrangalharam em elogios, que tenham muito cuidadinho comigo, pois sou pessoa para vos denunciar perante o Supremo Tribunal de Justiça por haverem terem tido uma erecção (o que em alguns casos até peca por excesso). Meus amigos acreditem que se o facto de uma criança ter uma erupçãozita é motivo para reduzir a pena de um pedófilo para cerca de metade, no caso de acontecer a uma pessoa adulta motivo é condenação na certa.
Pronto já fiz uma piadinha com a actualidade judicial, pelo que me sinto habilitado avançar para o que interessa. O episódio duo desta coisa. Para que esta xaropada se torne ainda pior, resolvi adaptar os textos que adquiri na tal loja do Chang de forma a dar-lhes uma roupagem bem mais novelística.
Abraços e beijos.
2.º Episódio
M.M. numa noite em que jantava com a restante família, seguiu sua mãe quando esta se deslocou à cozinha. Pelo facto ouviu desta o seguinte comentário: - “ Tu por aqui? Olha que nem penses!!!
Ao que M.M. reagiu:- “ Mãezinha, eu não te vim pedir nada, apenas te vim ajudar.”
Olhando M.M. de lado, enquanto repartia em pequenos pratos a sobremesa que iria servir, um óptimo arroz doce finamente decorado com canela, disse sua mãe:
-“ M.M. minha filha, nem sequer precisas de me dizer o que queres, deixa-me adivinhar. Já sei, tens um namorado novo, que está quase a propor-te em casamento e queres que convença o teu pai para que ele compartilhe connosco a mesa de jantar.
-“ Ó mãe” - retorquiu M.M – “ Por acaso não vim por causa disso, mas já que falas nisso, gostaria sim de apresentar o Fernando à nossa família”.
-“Claro que gostarias” – respondeu-lhe a mãe – “ infelizmente só entras nesta cozinha para esse efeito, sempre que cá entras é com um propósito, e o propósito é sempre o mesmo, nos últimos 10 meses entraste cinco vezes, se assim continuares a mudar de namorado, vou deixar de ter que fazer nesta cozinha. Depois o que faço? Vou-me embora desta casa? Tu queres a minha desgraça?”
Perante a ironia de sua mãe M.M. teve que se conter para não ter um daqueles famigerados ataques de pérfido génio que a afamaram lá em casa em cada vez que era contrariada, em alternativa, utilizou a técnica centenária, conhecida no mundo oriental como: a mortal voz doce persuasiva, convincente e fulminante.
Episódio 2.1 - a mortal voz doce persuasiva, convincente e fulminante de Yong-lo – Uma homenagem a Pearl S. Buck
Esta técnica foi descoberta e mais tarde apurada por um velho monge chinês. Claro que sim!!! Falo para os mais informados, falo de Yong-Lo, conhecido nos Estados Unidos por Old Yong-lo. Aliás os Norte-Americanos tentam a todo o custo, e já gastaram biliões de Dólares para o efeito, reavivar esta técnica mortal, pois esta arma vocal faria obsoletas todas as armas militares modernas, incluindo as nucleares, aliás corre o diz-que-diz-que nos corredores mais secretos do Pentágono que aquando da queda do bloco soviete (que deu origem ao celebremente horrível concerto do Roger Waters em Berlim, o decrépito The Wall, que quase fez ressurgir desta feita ainda com maior vigor uma nova cortina entre o ocidente e o leste europeu, desta vez não era a cortina de ferro anunciada por Churchill, mas uma cortina de cortiça, para abafar o som daquele agoniante espectáculo) que não foi a ameaça da Star Wars e dos seus satélites destruidores de mísseis que convenceu os soviéticos de que haviam perdido a guerra, por não terem capacidade de réplica face ao potencial militar Norte-Americano. Mas antes, que os Americanos tinham finalmente descoberto a mortal voz doce persuasiva, convincente e fulminante de Yong-lo, ou como lhe chamam os Americanos Old Yong-lo Voice. Perante tal ameaça os Soviéticos vacilaram por completo, rescrevendo-se um novo mapa geopolítico na Europa. Nota inteiramente da responsabilidade do autor, que mesmo com risco, por represália, de ser obrigado a pagar as coimas por estacionamento indevido que aguardam prescrição na P.S.P de Santa Marta, em nome do princípio da informação do leitor, o não poderia deixar de o fazer: fala-se também, nos mesmos corredores do Pentágono, que foi a secreta portuguesa (SIS????) juntamente com Américo Amorim quem esteve por detrás da ideia e organização do dito concerto para, com as enormes quantias geradas com a venda da cortiça, para se construir o Muro Acústico, reequipar o exercito português com as mais sofisticadas armas e assim conseguirmos libertar os nossos irmãos Galegos das garras de Castela, o plano só não resultou porque o Concerto acabou três minutos antes do planeado, ou seja, antes da total saturação psico-acústica integral dos nossos amigos de Leste. Mas quem foi de facto Yong-Lo?Em que consiste a sua famosa técnica? Como chegou ele até ela? Ou ela até ele? Ou como se encontraram os dois? Quem é que se encontrou primeiro? Amanhã estará a chover? Quando é que acaba esta coisa? Que mania que este gajo tem de fazer piadas fatelas. Será que não sabe parar? É a estas e outras perguntas que vou tentar sucintamente responder nos próximos centenas de parágrafos. Acreditem que vale pena apreender alguma coisa da milenar cultura chinesa e da sua pertinente filosofia empírica, tal como o modo salutar como se relacionam com a natureza, e ainda descobrir a sua arte e música. Aliás vale a pena conhecermos tudo, desde que isso não inclua a visita a um restaurante chinês para conhecer-mos da sua cultura gastronómica, pelos óbvios motivos que todos nós conhecemos, pelo que me vou escusar de aqui os mencionar.
Comments 1
Há revelações supreendentes na escrita!… o Alexandre é uma delas!.. parabéns!
Luis
Posted 31 Mai 2007 at 22:32 ¶Post a Comment