O “O”…

O “0”…

Fartei-me, até peço desculpas por isso, mas fartei-me.

Questionam vocês por é que este “O” pede desculpas, claro que os mais inteligentes vão questionar também, porque este “O” é tão presunçoso que se retrata a si mesmo maiusculamente?

A resposta é simples, mas só o será depois de obtida a resposta; só o será depois em termos genéricos sabermos todos do que, para, e de que, estou a escrever, porque eu não sei.

A única coisa que eu sei é que fartei-me!

Estou farto de vós, escritores, que me imputaram o mais elevado dos temores - com os vossos romances, policiais, livros de terror, romance, novelas, biografias e afins - que foi o medo de escrever.

Primeiro Aviso - Promessa:

Tenho um dicionário de sinónimos junto a mim, porque receio que a vossa dura crítica. Culpa vossa, porque são críticos.

Pelo que:

- Considerem-se por isso todos liquidificados até morte!!!!

Claro Luizinho serás o primeiro.

Ah!!! Ah!!! Ah!!!!

            Tremei blogueiros!!!

            Segundo Aviso – Promessa:

Não tem segundo aviso, por agora não me apetece matar. Apetece-me larvar.

Claro que sim meus amigos. Em termos sonoros a construção mais fácil seria:

            “Não me apetece matar, apetece-me amar”.

Não contem com o “O” para isso!

Querem dessas xaropadas vão à B.P., lá estão, naqueles pequenos escaparates de acrílico, uns livritos da moda que têm precisamente aquilo que esperam, pelo que o valor, que pelos mesmos pagam, nunca desfralda as vossas expectativas.

Horríveis não são?

Mas são honestos!!!

Quer dizer, devem ser, eu nunca li nenhum, aliás leio pouco, aliás entrei num tal estado hermético que nada leio, nem mesmo o que escrevo, mas nem sequer isso é capital, porque assim não me deixo conspurcar por mim ou pelos outros, pelo que as palavras que ora vos endereço são, maldosamente, imaculadas.

            Agudizou-se, é verdade! 

            Já fazia tempo que ele projectava assassinar escritores, de modo a conseguir por si só, ou seja sozinho, e apenas ele, e mais ninguém, ou dito de outra forma: ele próprio assassinar a escrita para todo o sempre.

A artimanha, para conseguir tal designo era, infantilmente, simples; para o efeito juntou-se a um grupo fenomenal de pacóvios, que criaram um Blog agregado de autores, sim esses, os tais de “Esquinas”. Eles serviriam de aviso prévio a outros que tais; o ensaio, não da cegueira, porque acho que nem tão pouco em Braille, deveriam publicarar o livro desse gajo que teima em não virgular, mas antes o ensaio de como assassinando uns, amedrontando outros, ele, o “O”, poderia chegar a pop-star da escrita ou até a Nobel e quem sabe assim conseguir levar a cabo sua repugnante tarefa.

            E assim foi, claro que vos vou poupar à morte sórdida de cada um deles, se bem que não existiu morte física, mas sei que o “O”, assassinou cada um deles através da escrita. Pobres diabos! Hoje estão tão mal cotados, e psicologicamente atrofiados que nem sequer conseguem redigir uma mera lista de compras de supermercado.

            Vou-vos poupar????

            Que ideia a minha!!!

            Vou é contar tudo tintim (pobre Hergé) por tintim. Mas acreditem que não o faço por satisfação. Faço-o por gozo puro, é aquilo que mais me dá prazer!

            Mas, eles até são bons rapazes e raparigas.    

            Não sou capaz de os matar, nem sequer imaginado que tal, hipótese remota, seria possível, mesmo que ficcionando.

            Como vou então, sujeitá-los, amedrontá-los, deixa-los no tal estado de espírito em que nem sequer consigam escrever uma lista de compras?

            Já sei!!!

            Vou escrever uma obra com tal monta e peso que um dia, por justaposição, dirão que Camões e Pessoa ao pé do “O” são autênticos bandalhos.

            Mas como começar?

            Era uma vez é original e genial. Comecemos então por aí.

            Mas não hoje, hoje não me apetece blogonovelar, mas antes dar-vos o maior dos carinhos, meus queridos companheiros Bloguistas de quem espero mais escritas e mais companheirismo (não rotário ou partidário obviamente), e em especial ao nosso querido, audaz, amigo, ilhéu, Luís Moniz, que é sem duvida o grande responsável e pelo menos co-autor material, porque me fez perder o receio de as cometer, das atrocidades, que tenho perpetrado contra o português de Portugal, e grande incitador do meu designo final - assassinar a escrita para sempre e de vez!!!!

            Bem-haja LUÍS MONIZ, um abraço daqueles!!!!

P.S. – Sexta feira temos almoço!!!

Comments 3

  1. Manela wrote:

    O que eu me diverti a ler O “O”…faz favor de continuar:)

    Posted 24 Jun 2007 at 13:45
  2. Manela wrote:

    Ai ai ..lá vou eu esperar que meu comment seja aprovado:P

    Posted 24 Jun 2007 at 13:46
  3. ladob wrote:

    Então, Alex? O próximo post? Já é 2ªfeira!

    Posted 25 Jun 2007 at 14:55

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