Pela terceira vez que o homem dos carimbos, que era muitíssimo organizado, reparou que usavam o azul da esquerda da prateleira quando ele estava a almoçar (o que é mentira porque nunca ninguém tinha usado excepto naquela quinta-feira em que eu tive que sair mais cedo e não tive alternativa) deu um berro tão grande, tão alto e tão longo que tiveram que o levar num colete de forças.
Havia que acontecer mais cedo ou mais tarde, é o que eu digo.
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tertúlia de quem escreve e pinta. “Eu não escrevo em português. Escrevo eu mesmo” Fernando Pessoa
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