Meus amigos tenho estado aqui, durante o serão, a estudar a forma de assaltar bancos à distância. Isto para vos dizer que tenho estado a ouvir o Festival Gucha dos Mestres do Trompete, que como vêm, tem tudo haver com assaltos a bancos.
E perguntam vocês: - Caro “O” o que é isso dos Mestres do Trompete e tal…?
E “O” responde:- Vocês serem seres ignorantes, mas não saber o que ser o grande festival de trompetes que tem lugar todos os anos na Sérvia é de mais.E vocês só não saber porque não ser Dragam quem vos cortar cabelo!
O meu amigo DRAGAM que faz pouco tempo esteve na Sérvia depois de estado oito penosos anos afastado de seu país e de seus pais, e como lembrança de ter estado naquelas paragens trouxe-me uma prenda, que foi o maravilhoso DVD com os melhores trombeteiros e trompetistas da SÉRVIA nas actuações que estes fazem todos os anos durante o já enunciado festival. Quem conhece EMIR KUSTURIKA e seus maravilhosos filmes, com referencia para GATO PRETO, GATO BRANCO e o genial UNDERGROUND, ou com os seus THE NO SMOKING ORCHESTRA conhece um pouco do bom som que se faz naquelas paragens. Senão conhecem ao menos cliquem neste link e coloquem os ouvidos à escuta:
http://www.youtube.com/watch?v=dpO93jR4kL4
O mais maravilhoso neste som são os variados encadeamentos de sons que à primeira vista parecem dispares mas que num todo formam uma teia e rendilhado que vale a pena escutar, sentir e até, pasmem-se, dançar. Esta forma de fazer musica é muito idêntica à usada no samba em que ritmos com compassos variados em associação formam a trama de fundo sobre a qual o líder vai posteriormente solar. Um outro nosso conhecido personagem que nas suas composições testou esta dificílima forma de fazer musica foi o mago JAMES BROWN. As suas composições aparentemente desordenadas eram o fruto de muitas e árduas horas de ensaios, para toda a banda que o acompanhava. Ainda por cima o mau génio do personagem, só era comparável à competência do seu apurado ouvido. A título de curiosidade, a forma desorganizada como dançava, não era ao acaso. Cada movimento marcava um ritmo especifico para algum membro da sua banda e a sua maior satisfação era apanhar enganos, chegava-os anunciar em palco durante um concerto, para vexame de quem era apanhado em falso.
Mas continuando com os meus maravilhosos trompetistas SÉRVIOS, o encadeamento de sons marca um ritmo contagiante sempre em contínuo, porque em crescendo, com algumas surpresas no desenrolar da musica, dá para balancear, dançar e divagar, com a vantagem adicional de estar muito menos batido que o SAMBA. Por isso não tem qualquer efeito saturante a sua contínua audição nem aparentes contra-indicações.
Falta apenas referir que ao ouvir estes sons apetece dançar agarrado uma garrafa de uísque bem cheia, quer dizer, no início da dança, depois, bem, depois vocês sabem!
Tomem lá um cheirinho do que vos falo:
http://www.youtube.com/watch?v=6yrQsgf6PMY&mode=related&search=
E em jeito de conclusão, espero que para bem da nossa Selecção, que os nosso amigos SÉRVIOS sejam piores a jogar futebol do que a tocar o belo do trompete, senão levamos 0-4 ou mais.
E com mais este me v”O”u.
Comments 1
Já me fazes lembrar os comentários do Nuno Rogero sobre política internacional e nos quais não deixa de referir bandas estranhas de leste.
Deve ser da febre, do estado de ânimo, das dores de ouvido, que ouvi trompetes a ecoarem nos meus neurónios. Confesso que os meus sentimentos foram um misto de Borat, neo realismo russo, banda amadora de Cinfães embrulhados numa estética estalinista.
No estado actual prefiro algo mais leve, do tipo
The 21st Century Schizoid Band ou Penguim Cafe Orchestra
Admito que após a minha recuperação talvez consiga harmonizar os meus neurónios.
Obrigado Alexandre
Posted 11 Set 2007 at 9:28 ¶Post a Comment