…E eis que entram as manas na arena.
São enormes, medem cerca de 2 metros e meio (cada uma), vestidas com um justo vestido em cota de malha vermelho que tem uma cruz desenhada. Em cada dos seus quatro braços têm um instrumento de morte que vou tentar descriminar o melhor possível:
Arma – A – mão esquerda da mana Mammall – segura uma arma ofensiva, mais ou menos longa, pontiaguda, que ordinariamente se traz na cintura mas que naquele momento estava na mão, e porque como verão vai ser muito importante no combate repito, mão esquerda da guerreira siamesa.
Arma – B – mão direita da mana Nannall – segura uma arma ofensiva ou de arremesso, formada por uma cumprida haste que tem na extremidade uma lâmina pontiaguda de aço.
Arma – C – mão esquerda da mana Nannal – segura uma peça oblonga de armadura que resguarda o corpo das guerreiras contra os golpes de lança ou espada.
Arma – D – mão direita de Mammall – segura uma arma moca contundente guarnecida de puas, vulgarmente designada por moca.
Com aquele vestido de malha, em cor vermelha, de cruz ao peito e com aqueles quatro braços a segurar todas aquelas armas, as manas ao longe pareciam um canivete suíço. (Aliás de onde pensam que os suíços tiraram a ideia!!!??)
Nove horas, dois minutos e alguns poucos segundos.
O Juiz responsável pelo combate deu ordem para se iniciar o combate, pelo que gritou: “ Que comece o combate!!! (como não poderia deixar de ser!!!)
Sem mais, as manas sacam de todos os instrumentos de morte, e começam a girar no ar como se fossem um pião mortal de duas cabeças enquanto Yong-Lo, se mantinha impávido e sereno sem mexer qualquer músculo, não esboçando sequer o mais leve pestanejar, segurando, de forma a o esconder, atrás das costas o gigantesco ramo de flores. Repentinamente saca o ramo de flores para a sua frente o que fez parar as Manas. Estas deliciaram-se, como quaisquer mulheres, porque apesar de guerreiras, apesar de temíveis, apesar de não sentirem medo de nada nem de ninguém, apesar de serem umas cabras mortais, eram mulheres e sensíveis a um gesto tão nobre como a oferta de um ramo de flores.
Pelo que a Nannal pergunto ao nosso Yong-Lo:
- Para quem é este ramo?
Yong-Lo não respondeu, ardilosamente deixou a natureza correr o seu rumo, neste caso a natureza intrínseca das mulheres.
Uma vez que o nosso guerreiro não respondia, a outra mana a Mammal, de pronto disse:
- Ó mana, não se vê logo que é para mim? Olha amável guerreiro, por esse facto vou conceder-te mais cinco minutos de vida.
A mana Nannal, olhando a mana olhos nos olhos, disse:
- Mana…Mana, que ciúmes tens de mim, credo!!!
Responde a outra:
- Ele ai dar-te a ti a que título?
Responde a outra:
-Tu és uma chata, logo nunca poderias receber tão belo ramo.
Responde a outra:
-Esse ramo é meu!!!
Responde a outra:
- Nem penses!!!
Responde a outra:
- Mana isto vais ficar mal, vai..vai!!!
Responde a outra:
Olha Mana quem te avisa tua mana é!!!
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