Estou a ser violado por não ser capaz de o dizer.
Sou violado porque neste momento não estou como quero.
Sou violado porque não sei dizer basta, porque não sei dizer – eu não quero!
Mas penso-me feliz. Pelo menos em breves momentos, embora agoniado em outros tantos, se calhar como tantos outros.
Não existe pior tortura do que a de um espírito que quer ser livre e ao mesmo tempo finge que a pior das violações não acontece.
Mas seremos nós efectivamente vítimas?
Vitimas de quem?
Das escolhas?
Do tempo?
Da falta de tempo e ter tanto para dizer?
De dizer que é ou não é para sempre?
De ter medo de o dizer?
Ou medo de um dia querer dizer ao mundo que somos felizes?
Ou que pelo menos e no mínimo que o procuramos ser?
A felicidade é aparente e muito menos patente que o dia que em que morremos sozinhos sem que ninguém chore esse facto. Pelo menos em tese, pois bem sei que de modo algum se aplica a quem a seara da vida e amizade cultivou.
P.S. - Não tenhas dúvidas, é mesmo para ti…
Comments 1
Algo de profundo, intimo e pessoal paira por aí, só por isso nobody deveria comentar, no entanto atrevo-me, pois não consigo ficar indiferente e fico tocada com o que escreveste, algo se passa, algo que tens que enfrentar de “frente” ainda que a voz te doa e que te custe passar a mensagem, seja ela qual fôr e a quem se dirija, viver com algo desconfortavel não será bom para ti e a verdade vem sempre ao de cima !!! quanto mais tarde, mais via doer, mais vais magoar ou ser magoado, sendo que tudo o que aqui dizes é de facto subjectivo e apenas estou a conjectuar como ser HUMANO, da tua sempre, sempre amiga e comadre,
Posted 30 Abr 2009 at 14:34 ¶sandra
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